Panorama do trabalho escravo na atualidade

Vivemos na era da informação, o grandioso século XXI, com grandes avanços na tecnologia, grandes inovações de mercado e muito romantismo.

Você já parou para imaginar como tudo isso é construído? Quem executa? Pode parecer uma visão altruísta, mas, o trabalho escravo no período atual é real.

Para contextualizar a nossa linha de pensamento no artigo de hoje, segundo dados do índice de escravidão global 2016, o número de pessoas sujeitas a “escravidão moderna” ultrapassa 45 milhões.

E tem mais um dado que é assustador, ainda segundo o relatório índice de escravidão global 2016, 58% do n° apresentado no parágrafo anterior, representa pessoas de apenas 5 países.


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Esses dados mostram que mesmo que o mundo tenho evoluído em diversas áreas, alguns costumes do passado ainda assombram o nosso presente e consequentemente, o nosso futuro.

O que quero realmente abordar nesse artigo, é o envolvimento de grandes empresas com o trabalho escravo na atualidade. Seja esse envolvimento direto ou indireto.

A verdade é que empresas que atuam com uma ação desumana como essa, oferece um grande risco no estabelecimento de parcerias de negócios diante de outras empresas.

Outro ponto, não precisamos ir muito longe para encontrar empresas por trás do trabalho escravo, aqui mesmo no Brasil, podemos encontrar algumas organizações.

Mais ao longo do artigo, abordaremos casos reais desse envolvimento de empresas com a escravidão moderna e que são recentes. Continue lendo esse artigo. J

Dados quantitativos do trabalho escravo no Brasil

Sei que há uma vista grossa feita sobre muitos acontecimentos do nosso Brasil. O trabalho escravo acaba sendo mais um acontecimento que piora nossa situação.

Mas não podemos negar os impactos causados por uma ação que foge da realidade de muitas pessoas e que mal é noticiado pelos canais de comunicação brasileira.


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Nas minhas buscas por dados e informações para a elaboração desse blogpost, pude encontrar alguns dados tristes sobre a atualidade do trabalho escravo no Brasil.

Vamos aos números.

Em 2006 o site reporterbrasil.org.br publicou um artigo no qual apresentou um levantamento realizado pela Comissão Pastoral da Terra, onde foi apresentado que 25.000 pessoas estavam trabalhando em regime escravo, onde a maioria são homens semianalfabetos, com 25 a 40 anos de idade.

Em um outro dado apresentado em um artigo publicado pelo site Agencia Brasil, é o relato de que o Brasil tem mais de 160 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo.

Em outro artigo apresentado pelo Repórter Brasil, foi apresentado dados que mostram todas as fiscalizações realizadas no país entre os anos de 1995 a 2015.

  • N° de operações realizadas em 2015: 151 (Cento e cinquenta e um).
  • No mesmo período da realização das operações (ano de 2015), 273 (Duzentos e setenta e três) estabelecimentos foram inspecionados.
  • O n° de resgate realizado no período de 2015, foi de 1.111 (Um mil cento e onze). Esse número representa os trabalhadores que foram resgatados.
  • O número total de infrações expedidas no ano de 2015, foi de 2.946 (Dois mil, novecentos e quarenta e seis). Uma observação a esse dado em especifico, é que nem sempre o conjunto de autos caracteriza o trabalho de regime escravo.

Esses dados representam apenas uma parte do que realmente acontece no nosso país, uma análise do trabalho escravo na atualidade.

Casos reais de empresas envolvidas com o trabalho escravo na atualidade

Neste ponto, quero retratar um caso recente de uma empresa envolvida com o trabalho escravo e que terá que pagar R$ 6 milhões por tal envolvimento.

Estava tomando meu café nessa manhã, quando me deparei com esse artigo publicado pelo site da revista Exame.

O caso apresentado pelo artigo, é um exemplo prático do envolvimento indireto de uma empresa com casos ilegais.

Podemos retratar da seguinte forma:

– Uma grande organização, proprietária de uma grande marca de vestimentas, terceirizava a confecção de suas peças (Produtos=Roupas). A empresa que era terceirizada, contratava pequenas oficinas que eram geridas por imigrantes e nessas oficinas, os trabalhadores que realizavam toda a produção das peças, estavam trabalhando sobre condições consideradas semelhantes a escravidão.

É importante analisar que a relação da marca com a empresa que realizava as confecções das peças era de parceria (terceirização de serviços).

Se por ventura, essa grande empresa tivesse realizado algum tipo de consulta (talvez tenha até realizado), teria percebido o risco de se envolver com determinado fornecedor de serviços.


Recomendamos a leitura do artigo: Gerenciamento de riscos: aprenda a fazer uma gestão efetiva.


Um outro exemplo de empresas envolvidas com trabalho escravo, é o de uma grande empresa de bebidas, conhecida por todo o mundo.

Mas uma vez, sua participação era indireta no caso. A empresa importava sua matéria-prima de uma fazenda na qual submetia seus trabalhadores ao regime escravo. Os trabalhadores eram imigrantes e buscavam uma vida melhor em um país do Oriente Médio.

Ao saber do envolvimento indireto com tal situação, essa grande empresa rompeu seu contrato de serviços com seu fornecedor e não se pronunciou sobre o assunto.

Você pode ver esse e outros casos de empresas envolvidas com o trabalho escravo, clicando aqui.

A importância de analisar seus clientes e fornecedores

Geralmente abordo essa importância em muitos artigos que escrevo no nosso blog.

É de suma importância a análise de clientes e fornecedores para uma empresa, isso é gerenciamento de riscos e precisa ser considerado uma atividade fundamental na rotina da organização.

Recomendamos para você, a leitura do nosso artigo sobre a importância da prática KYC. Nele retratamos os aspectos fundamentais de uma análise de parceiros.

Na verdade, o conceito KYC é uma abordagem que disponibilizamos em nossa solução de coleta de dados e informações. Através da nossa plataforma, o upMiner, é possível fazer consultas e pesquisas de empresas que estão envolvidas diretamente com o trabalho escravo.

Sabemos que ter a informação certa ao seu alcance, é a melhor maneira de tomar decisões mais assertivas.

Conclusão

Se você conseguiu chegar até aqui, deixo o meu entusiasmado agradecimento e espero ter conseguido transmitir a mensagem da importância de saber com quem a sua empresa se relaciona.

Você tem alguma dica ou opinião sobre o tema da “escravidão moderna”? Gostaria muito de saber o seu ponto de vista, deixe um comentário abaixo.

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