Lavagem de dinheiro: 3 dicas para se prevenir

Você sabe o que é branqueamento de capitais? Talvez o termo não seja tão popular, mas, te garanto que você conhece por outra definição, lavagem de dinheiro!

O que isso quer dizer?

Qualquer prática financeira que é utilizada para esconder ou dissimular de forma ilícita a origem de bens patrimoniais e ativos financeiros, pode ser chamada de lavagem de dinheiro.

Definindo a expressão de uma forma mais simplista, podemos dizer:

“A expressão tem origem no fato de que dinheiro adquirido de forma ilícita é sujo, portanto, deve ser lavado para se tornar limpo”.

– Wikipédia.com

A expressão se originou na década de 1970, como de costume, nos EUA. E foi através de um dos maiores casos de corrupção, conhecido como caso Watergate, onde um dos indivíduos envolvidos era o ilustre presidente da república Richard Nixon.

Após esse período, foram surgindo diversas cartilhas de boas práticas financeiras. Com o envolvimento de 12 grandes bancos privados internacionais, foi criado a The Wolfsberg Group.


Recomendamos para você: Conheça a importância da prática de KYC.


Os princípios desenvolvidos pelo grupo de bancos, enfatiza a importância de conhecer os seus clientes (KYC), de forma, que sejam desenvolvidas ações capazes de prevenir a lavagem de dinheiro.

Já no Brasil, apesar da aplicação da lei n° 12.683/12 (Lei de combate à lavagem de dinheiro), os últimos anos comprovaram que o ato é ainda muito praticado, demonstrando que a lei não tem sido muito efetiva.

Isso é muito preocupante e alarmante. Por isso, resolvemos levantar nesse artigo, 3 dicas que podemos utilizar para prevenirmos nossas empresas de se envolverem em escândalos de lavagem de dinheiro.

Se você possui um grande desejo de saber quais são essas dicas, continue lendo esse artigo.

3 dicas para prevenir a sua empresa contra lavagem de dinheiro

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Essas 3 dicas são essências para qualquer empresa. Definiremos elas como um conjunto de processos que vão auxiliar na estruturação de departamentos internos e definição de políticas organizacionais.

Definimos essas 3 dicas como:

  1. Processo conheça seu cliente (KYC)
  2. Processo conheça seu funcionário (KYE)
  3. Processo conheça seu parceiro (KYP)

Agora que já conhecemos quais são as 3 dicas, vamos conhece-las detalhadamente e descobrir os benefícios que cada uma pode resultar quando bem executadas.

Você está pronto? Então, vamos lá!

Processo conheça seu cliente

Este processo foi estabelecido como uma forma que as empresas encontraram para se adaptar as leis e regulamentações que surgiram no decorrer dos tempos.

Conhecer o seu cliente se tornou essencial para o estabelecimento de transações comerciais. Todos os dados que precisam ser coletados precisam conter algumas especificidades e características que se alinhem ao perfil do negócio.

Dois pontos que consideramos importantes para o processo de KYC são:

  • Consulta CPF: Caso os seus clientes seja em maioria pessoas físicas, a consulta de CPF irá contribuir para o levantamento de informações que sejam primordiais na hora de cadastrá-los. Essas informações podem ser adquiridas junto a birôs de crédito, perfil de consumo, cumprimento de obrigações, origem de recursos e etc.
  • Consulta CNPJ: Quando a sua empresa atua diretamente no mercado B2B, a consulta de CNPJ se torna uma atividade indispensável.

Sabemos que quando há transações financeira entre empresas, a movimentação monetária costuma ser alta, por isso, levantar informações sobre o tamanho da empresa, cumprimento de obrigações, dividendos, envolvimento em caos ilícitos, origem de recursos e etc, são essenciais.

O ponto primordial é a análise de riscos envolvidos, através do levantamento desses dados, a suas decisões passam a ter um embasamento sólido, minimizando os riscos de erros.

É importante atentar-se para a atualização dos dados de cada cliente, essa atividade deve ocorrer periodicamente, evitando possuir uma base de dados desatualizada.

Processo conheça seu funcionário

Esse processo precisa estar bem definido e alinhado, desde a etapa de contratação. Passando efetivamente pela análise de perfil, identificando se as características do potencial colaborador estão alinhadas com as políticas e normas da empresa.

Os profissionais de recrutamento e seleção precisam estar bem preparados e serem expostos constantemente a treinamentos que aperfeiçoem o feeling na hora das entrevistas.

Existe um método interessantíssimo que pode ser explorado nessa etapa, é ele:

  • Background check: Esse método é definido como a consulta de antecedentes, podendo ser eles criminais, financeiros e comerciais.

Qualquer vestígio que possa ser identificado diante dessa consulta, irá colocar a empresa em alerta diante do entrevistado.

No caso de uma pessoa que já seja funcionário da empresa, cabe atentar-se para mudanças repentinas do padrão econômico. Isso pode indicar algum potencial envolvimento em esquemas financeiros ilegais, como a lavagem de dinheiro (ou pode ser um ganhador da mega-sena).

Processo conheça seu parceiro

Assim como todas as etapas anteriores, é necessário o desenvolvimento de procedimentos e políticas para firmar parcerias comerciais.

Podemos aplicar processo simples como identificar se o potencial parceiro possuí um perfil que esteja alinhado com os propósitos de sua empresa.

O objetivo da empresa deve ser sempre se prevenir a realização de negócios com parceiros que estejam diretamente envolvidos com atividades ilícitas, e sempre analisar se os mesmos adotam práticas de PLDFT.

Nessa etapa é importante adotar dentro dos procedimentos internos a prática de due diligence, um processo de investigação onde é avaliado todos os ricos existentes ligados a uma oportunidade de negócio.


Você irá gostar de ler: A importância da due diligence.


Conclusão

A situação atual do mercado, exige que as empresas adotem medidas de segurança que minem qualquer tipo de risco e exposição a práticas ilegais, como a que abordamos no artigo de hoje.

A lavagem de dinheiro tem sido uma das grandes atividades financeiras ilegais praticada no Brasil. É triste vermos o nosso governo envolvido em casos assim, como também, grandes empresas.

Você pode conhecer mais práticas que previnem a lavagem de dinheiro, nesse guia produzido pela ANBIMA: Guia à “lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo no mercado de capitais brasileiro.

Hoje, podemos dizer que adotar práticas de compliance não é só um privilégio de empresas multinacionais ou empresas de grande porte. O pequeno empresário pode e deve se preocupar em estabelecer normas e políticas internas que minem o risco a exposição de atividade ilícitas.

A tecnologia tem sido uma grande aliada dos departamentos jurídicos e de compliance e eu, não posso de deixar de citar a nossa plataforma de automatização de pesquisas na web e coleta de dados, o upMiner.

Através do uso de softwares e mecanismos inteligentes, os departamentos legais têm obtido informações relevantes que auxiliam constantemente o processo decisório.

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