Ficha limpa, o que você precisa saber

Estamos acostumados a ver o termo ficha limpa no período de eleições, onde muitos candidatos precisam passar por um processo de avaliação de seu histórico na hora de se eleger.

Se voltarmos o nosso olhar para as organizações empresariais, como poderíamos encaixar um processo de ficha limpa?

A princípios, a pergunta é bem simples de se responder. Mas, quais bases os gestores utilizariam para avaliar a imagem de uma pessoa?


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Atualmente existe uma exuberância de informações disponíveis ao nosso alcance, mas consultar fonte por fonte toma um tempo considerável do nosso dia e rotina.

Ainda assim, é um processo que deve ser considerado fundamental dentro de uma organização. Existe uma grande necessidade de se saber com quem a empresa se relaciona, seja um funcionário ou um parceiro.

Assim como a sociedade procura não eleger um político de ficha suja, uma empresa busca não contratar pessoas com a ficha suja, que por ventura, possa proporcionar algum risco ao negócio.

Mas, afinal, como seria um profissional de ficha limpa?

Um profissional de ficha limpa geralmente carrega consigo um histórico regular de todos as suas atividades profissionais empenhadas por onde passou e que nunca se envolveu em casos ilegais que pudessem ser prejudiciais sua imagem.

Como seria o histórico de um profissional que possui ficha suja?

  • Não ter se firmado em nenhuma empresa que trabalhou.
  • Demitidos por comportamentos tendenciosos ou envolvido em atividades ilegais.
  • Envolvido em diversos processos trabalhista com antigos empregadores só por questões financeiras (de forma ilegal).
  • Histórico de antecedentes de risco.
  • Envolvido com corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.
  • Envolvido com trabalho escravo.

Não se deixe enganar, esse histórico pode ser também de alguma organização empresarial.

Vamos adentrar ao conhecimento da lei que pune pessoas que possui ficha suja.

Sobre a lei da ficha limpa

A lei da ficha limpa é um projeto de lei popular (518/09) iniciado no começo do ano de 1997, com o principal objetivo de combater a corrupção eleitoral.

Você deve estar se perguntando, onde as empresas entram nessa história, já que a lei é para combater a corrupção eleitoral?

Seria um argumento bem pertinente, se não levantássemos o fato de que na maioria das vezes muitos políticos e suas campanhas são financiadas por organizações empresariais privadas. É muita gente envolvida, bem como, muito dinheiro também.

No ano de 2012, após um período de análise realizada pelo Supremo tribunal Federal, foi decidido que a lei da ficha limpa não feria a constituição brasileira e dessa forma, no mesmo ano, passou a entrar em vigor.

Como a ficha limpa se enquadra nas organizações?

As organizações têm se preocupado com o risco de envolverem indiretamente em situações de riscos que possam leva-las há uma determinada punição diante das leis brasileiras.

A tecnologia tem contribuído efetivamente para diversas áreas de negócios, trazendo soluções inovadores que facilitam processos e identifique riscos para as empresas.

O grande beneficiado do momento é setor de recrutamento e seleção. As soluções disponibilizadas pela tecnologia a esse departamento é:

  • Avaliação de imagem
  • Levantamento de antecedentes
  • Histórico trabalhista
  • Processos judiciais e pendências

Esses são apenas alguns pontos que surgem como dados e informações que podem ser relevantes ao processo de decisão de um gestor de RH.


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Acontece que, com as informações certas nas mãos dos tomadores de decisões, as empresas analisam e avaliam se o perfil de determinados candidatos se enquadra com aquele que é proposto por ela mesma.

A tecnologia utilizada pelas empresas contribui para a análise de informações disponibilizadas na internet, seja em um site pessoal ou nas redes sociais, tudo que é introduzido na internet, fica na internet.

Por mais incrível que pareça, muitas decisões já foram tomadas por gestores com base em informações extraídas das redes sociais. Isso demonstra como é necessário ao profissional se precaver com o tipo de informação que disponibiliza nas redes.

O processo de people analytics

Temos visto no decorrer desse artigo que ter uma ficha limpa não cabe apenas aos políticos, mas também aos profissionais do mercado privado que trabalham e possuem o interesse de trabalhar em grandes organizações empresariais.

Você conhece ou já ouviu falar de people analytics? O processo utilizado para analisar o perfil de pessoas através de informações e dados disponibilizados na internet.

O people analytics foca diretamente em pontos chaves para o gestor e tomador de decisão de um departamento de RH.

Esses pontos podem ser:

  • Recrutamento
  • Desenvolvimento
  • Retenção
  • Versatilidade

Dá para ter uma noção de como a ficha limpa de um profissional é valorizada pelos gestores e tomadores de decisão de grandes organizações?

O people analytics foi um assunto abordado pela revista HSM Management, onde a mesma aborda a importância da tecnologia na gestão de pessoas. Interessante, não?

Nós da upLexis, particularmente, desenvolvemos uma solução pensando justamente na inteligência proporcionada as áreas de negócios, onde nossa ferramenta, o upMiner, busca nutrir com informações relevantes sobre empresas e pessoas o processo de decisão dos gestores.


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Conclusão

Para finalizarmos, não há pontos na lei da ficha limpa que proíbam as empresas de contratar profissionais com históricos ruins e tendenciosos. A lei fui utilizada como uma comparação analógica de como as empresas devem utilizar critérios de decisão sobre o recrutamento de profissionais.

Se a sua empresa deseja utilizar processos de inteligência de negócios na hora de tomar decisão, tenha em mente que a tecnologia é sua grande aliada. Aprenda como obter informação relevante para a sua tomada de decisão e utilize o que há de melhor no mercado.

Gostaríamos muito de saber do seu lado como sua empresa se prepara para tomar decisões na hora de recrutar, desenvolver e avaliar os seus profissionais. Deixe um

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