5 dicas de como o compliance pode ajudar a sua empresa

O setor de compliance tem crescido continuamente após boom causado pelas operações realizadas pela polícia federal envolvendo atividades ilegais como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude e etc.

As empresas vêm procurando se adaptar ao cenário atual e aplicado práticas de compliance interno, desenvolvendo departamentos e buscando profissionais capacitados para a execução das atividades.

O setor de compliance tem por objetivo fazer com que as empresas cumpram as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes relacionadas ao negócio e para as suas atividades como instituição ou empresa.

Com o grande n° de pessoas e empresas de renome envolvidas nos escândalos, ter a imagem envolvida em atividades ilegais é extremamente prejudicial para as empresas, seja diretamente ou indiretamente.

Os relacionamentos comerciais e o recrutamento de profissionais passaram a ter um olhar analítico mais crítico e um processo cercado de objeções estabelecido pelas empresas, conhecer se tornou o ponto importante na hora de estabelecer parcerias e contratar profissionais.

Os programas relacionados ao compliance dentro de uma empresa podem estar relacionados a diversos temas, sempre objetivando zelar pelo comprimento das normas derivada de diversas áreas do direito.

Observando toda essa movimentação e desenvolvimento do compliance, separamos 5 dicas de atividades realizadas pelo setor e que podem ajudar a sua empresa a se organizar e se manter dentro das normas estipuladas pelos órgãos regulamentadores e a lei anticorrupção.

5 dicas de atividades de compliance:

1# Riscos operacionais

Os riscos operacionais trazem consigo as possibilidades de perdas ou impactos causados por fatores que geralmente são externos e também consideravelmente falha humana.

Os riscos operacionais podem ser divididos de 3 formas:

  • Risco organizacional:

Ocorre quando a forma de organização é ineficiente, a administração acaba sendo inconsistente e os objetivos não são bem definidos, sendo eles de longo prazo.

Para determinados segmentos, existe uma legislação com o objetivo de evitar esses problemas de governança empresarial, mas, independentemente de uma legislação ou não, as empresas devem sempre se atentarem a essas atividades.

  • Risco de operação:

Geralmente relacionado a falhas do sistema de informação, quando esses não são gerenciados de forma adequada e apresentam problemas ligados a sobrecarga de serviços.

Muitos desses sistemas de informação são construídos sem uma formalização adequada, o que isso quer dizer?

Quando se há falta de documentação necessária, implantação de áreas envolvidas sem homologação e sem definição de necessidades em situações normativas e contingentes.

A segurança da informação precisa de uma abordagem extremamente profissional e estruturada.

  • Risco pessoal:

O risco pessoal está ligado a gestão de pessoas, se tratando da motivação e da qualificação adequada dos indivíduos. Geralmente esse é o elo em que as organizações buscam um constante equilíbrio, a satisfação dos seus colaboradores.

A tratativa desse relacionamento se deve sempre ao cumprimento de normas como segregação de função, férias, competências e etc.

A promoção de respeito e ética por parte da empresa, busca estabelecimento de um relacionamento profissional entre os funcionários e parceiros.

A gestão de riscos operacionais deve partir dos interesses daqueles que querem o bem-estar e funcionamento legal da empresa.

2# Controles internos

A aplicação de controles internos costuma ter uma ligação direta com a gestão de riscos operacionais, fazendo parte daquilo que chamamos de governança corporativa ou empresarial.

O que podemos considerar na aplicação de tal atividade é a busca por maneiras que sejam possíveis de minimizar potenciais perdas relacionadas a falhas humanas, erros, fraudes e negligências operacionais.

Quando o compliance utiliza a aplicação de controles internos, objetiva desenvolver formas de operacionalizar um conjunto de procedimentos políticos para garantir uma certa confiança que possa ser depositada nas demonstrações financeiras e em seus processos correlatos.

3# Prevenção de fraudes

Certamente essa é a atividade que no momento merece uma atenção especial, com tanto assunto relacionado a fraude nos tempos atuais, encontrar formas de prevenir tal descaso se torna uma aplicação necessária pelo setor de compliance dentro das organizações.

A fraude corporativa tem uma certa ligação com as formas de comportamento humano e esse tipo de percepção, às vezes, costuma ser algo que passa despercebido pela organização.

Como explicar atividades que as vezes são encobertas e ninguém sabe quem é o culpado? Tais atividades como desvio de ativos, subornos, conflitos de interesses e etc.

Em um artigo publicado pelo jornal Valor Econômico em 2012, Paulo Hummel, coordenador FGV de projetos, mencionou que as empresas cometem falhas na hora de recrutar funcionários, tais como, não verificar referencias profissionais e qualificações adequadas. Tais erros que costumam acontecer frequentemente nos dias atuais.

Com todo avanço tecnológico que vem ocorrendo, existem diversas ferramentas que podem auxiliar os gestores na averiguação de fraudes e descobrir se alguém na sua organização está ou já esteve envolvidos nesses casos.

Um grande exemplo dessas ferramentas, é a nossa plataforma upMiner, que a mais de 10 anos vem auxiliando gestores de diversas organizações na hora de tomar decisões pertinentes ao recrutamento de funcionários e o estabelecimento de relações comerciais.

4# Monitoramento

A prática de monitoramento serve para auxiliar e descobrir se o setor de compliance da sua empresa está seguindo pelo caminho correto e aplicando as normas e atividades desejadas pela gestão.

Tendo por conhecimento que todas as técnicas estão sendo aplicadas pelo compliance, tais como:

  • Processos
  • Controles
  • Procedimentos
  • Normas
  • Politicas
  • Governança
  • Estrutura
  • Pessoas
  • Código de conduta e etc.

É necessário que todas essas aplicações estejam diretamente ligadas aos objetivos, estratégias, missão e metas da empresa, para que assim, possam desempenhar uma performance efetiva.

Após todo esse alinhamento, a aplicação de métricas é fundamental para analisar o desempenho de cada etapa, quantitativo ou qualitativo, causa e efeitos. Analisando sempre de forma rotineira.

5# Adequação de normas técnicas

Após a determinação e aplicação da lei anticorrupção (Lei n° 12.845/13), o setor de compliance passou a precisar de processos inovadores, em busca de aperfeiçoar normas e criar novos procedimentos, para que a organização se enquadre nos requisitos da lei.

Governança corporativa, princípios contábeis, controladoria, normativos do setor, são apenas alguns exemplos de normas a serem aplicadas dentro de uma gestão de compliance nas organizações, bem como, os exemplos e pontos abordados acima.

Com a adequação de normas, executivos, sócios e investidores, passam a ter mais segurança que suas aplicações e orientações serão seguidas de forma bem detalhada segundo as diretrizes e políticas estabelecidas por si mesmos.

Conclusão

Podemos ver que as atividades desenvolvidas e empenhadas pelo compliance, implicam diretamente na forma de atuação que uma empresa trabalha, visando sempre estar de acordo com as formas legais estipuladas por órgãos regulamentadores.

Nós da upLexis Tecnologia, temos trabalhado em parceria com diversas empresas ajudando os setores de compliance e departamentos jurídicos com a plataforma upMiner, buscando minimizar casos de fraudes, auxiliando no recrutamento de pessoas e no estabelecimento de relações comerciais, através de aplicações investigativas.

Caso tenha ficado alguma dúvida, entre em contato com o nosso time de especialistas e saiba como a upLexis junto com a plataforma upMiner pode auxiliar a sua empresa.

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