Advogado data-driven

A ascensão das aplicações baseadas em dados é exponencial, todos nós como consumidores já estamos acostumados e felizes com a conveniência que os dados trazem para nossa vida.

Os advogados talvez não tenham sido devidamente convencidos disto, mas àqueles que já implementaram algumas alternativas data-driven já sentem sua rotina mais conveniente e melhor preenchida.

Ao dirigirmos, somos direcionados para caminhos com menos tráfego de carros com aplicativos como Google Maps ou Waze;
Ao comprarmos bens de consumo com cartão de crédito, estamos expondo os nossos hábitos para os detentores dessas informações e eles deveriam utilizar isso para nosso benefício;
Ao pensarmos na possibilidade de comprar algo em nosso celular ou desktop, somos tageados com cookies e não mais vivemos nossa rotina sem um anúncio diário sobre aquilo.

Para predizermos, inclusive desdobramentos de um caso que um advogado esteja envolvido é interessante utilizarmos este tipo de dados.

Utilize dados para realizar predições
Como um advogado faz esse tipo de prefições? O modelo antigo é estudando e ganhando experiência ao longo dos anos.

Conforme maior o espaço de tempo praticado, mais ele confiava em sua experiência e julgamento sobre algo.

Hoje, dados não são algo estático, mas sim um ativo dinâmico que devem ser utilizados como parte do repertório de qualquer profissional.

A mudança para um departamento legal data-driven não é algo super simples, não vai acontecer do dia para a noite. Mas começando com esses 5 pontos abaixo, já é um passo.

Ande e só depois corra

O melhor lugar para iniciar o uso de dados é o seu ambiente comum, por exemplo comparando seus dados de processos e as implicações deles, resultados. Lá está uma mina de ouro sobre produtividade, valores e resultados.

Identifique e organize seus dados
Estruture seus dados da forma correta, não inclua planilhas que não fazem parte da coleção de dados, seja cuidadoso nessa escolha. E criterioso no compartilhamento desses dados, dê acessos e permissões para àqueles envolvidos, somente.

Limpe seus dados

Higienizar sua base de dados é imprescindível, os dados dispostos por Tribunais de Justiça, Receita Federal são de enorme valor, porém são uma enorme bagunça também. Saiba quais dados fazem sentido para sua base de dados e descarte os outros.

Aproxime-se de profissionais de dados

Não há discussão que um escritório de advocacia, um departamento jurídico precisa de melhorias, porém algumas vezes você não será a pessoa especialista em tudo isso, aproxime-se de pessoas que já estejam acostumados a leitura de dados, estruturação da base e todos outros processos. É uma mudança de paradigma, dividir os dados do seu escritório, mas será para uma mudança muito positiva no futuro.
Construa uma cultura data-driven em sua organização

Construir uma área jurídica baseada em dados não é algo simples, no qual você designa uma equipe ou um indivíduo. É necessária a mudança de toda a cultura, da liderança abaixo.
Nada disso virá facilmente, porém é necessário que entendamos que “é assim que faremos agora e devemos priorizar a melhor prática e não o usual”.

Criar uma cultura data-driven é uma questão de sobrevivência. Não é simplesmente aderir a um software, produto. Devemos lutar pela mudança de toda a cultura da empresa para entregarmos cada vez melhores resultados para nossos clientes.

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